sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Eu vos abraço, milhões.

Resenha
Livro: EU VOS ABRAÇO, MILHÕES
Autor: Moacyr Scliar

Um avô é questionado pelo seu neto, através de uma carta, se é feliz. O avô pensa bastante antes de responder e conclui que sim, é feliz. A partir desse questionamento, o idoso começa a relembrar seus tempos de juventude nesse romance de formação, que é excepcional, o último na vasta carreira de Scliar.

Valdo, quando jovem, sonha em ser revolucionário, mudar o mundo em que vive, fazer a revolução do proletariado. Conhece a obra de grandes comunistas como Marx e Lênin através do filho de sua professora Doroteia, o Geninho. A primeira paixão do Valdo é a leitura. Através de sua sede incessante de leitura, Valdinho se apaixona pela ideologia comunista. Gaúcho, filho de um capataz que trabalhava numa estância e era frequentemente humilhado por seu patrão, coronel Nicácio, vê no comunismo uma chance de fornecer poder ao povo, para que se vejam livres de tantos coronéis Nicácios que vivem por ai.

Valdinho então abandona sua vida no Rio Grande e parte em direção ao Rio de Janeiro, com o objetivo de estudar sobre o comunismo e se tornar um camarada do partido, com a ajuda de um grande pensador da época, Astrojildo Pereira. Enquanto espera o momento de conhecer o intelectual, Valdo precisar começar a trabalhar a fim de sobreviver. Ele se torna operário da obra do Cristo Redentor, símbolo de - palavras dele - alienação, o ópio do povo.

O romance comporta um tempo histórico extenso. Desde a última década do século XIX passando pelas primeiras décadas do século XX, com Getúlio Vargas no poder até chegar aos dias de hoje.
Acompanhamos os questionamentos de Valdo mediante à sua vida, suas escolhas e contradições. Todos possuímos sonhos. A maior parte de nós, quando jovens, possuímos o desejo de mudar o mundo. Mas, muitas vezes, contra nossa vontade, somos levados pela vida a abandonar nossos anseios que tanto nutríamos na juventude pelas exigências da “vida real”, do sistema que vivemos, no qual somos obrigados a trabalhar para viver, muitas vezes em trabalhos que não fazem sentido para nós.

A obra aborda alguns fatos que realmente aconteceram, passando essa informação ao leitor de maneira leve e divertida. Mistura fatos históricos e ficcionais. Uma mixagem que dá certo.

Eu vos abraço, milhões. Uma obra pra ser lida e refletida. Principalmente nos dias de hoje. Fôlego de ânimo e força para quem está desanimado ou desanimada. Vale a pena a leituras das poucos mais de duzentas páginas.

domingo, 6 de agosto de 2017

Número Zero- Umberto Eco

Resenha
Livro: O Número Zero
Autor: Umberto Eco
Ano da primeira publicação: 2015

Uma história de enredo simples - apenas na superfície. Assim eu definiria o romance de Eco, Número Zero. A história se passa em 1992, ano em que ocorreu a operação Mani Pulite, que significa Mãos Limpas, operação que levou à prisão pessoas ricas e poderosas da Itália. Simei, ex professor universitário, fica incumbido de organizar um volume de jornal que nunca será publicado. Um jornal que se destina a difamar, atacar.
Para realizar essa tarefa, Simei contrata Colonna, um homem de 50 anos, que nunca terminou a faculdade e é um escritor frustado; Maia, uma mulher que trabalhava em revistas de fofoca; Bragadoccio, um homem que adora histórias mal contadas e conspirações, entre outros personagens peculiares.

No livro, são feitas reflexões sobre o fazer jornalístico. Como os jornais por muitas vezes, criam ou exageram nas notícias para conseguir conquistar seus leitores. O autor ironiza a prática jornalística que se destina somente à difamação e veiculação de notícias falsas, fazendo-nos refletir, como vem destacado no trecho abaixo:

                                   “Mas os jornais seguem tendências ou as criam?”

Ao longo da trama, podemos perceber como o jornalismo atualmente se alimenta de leituras fáceis, nada complexas, com o objetivo de prender atenção dos seus leitores, não importando muito se a notícia veiculada é realmente verdadeira. Quando alguns redatores do jornal sugerem notícias mais elaboradas, o Simei contra-ataca:

                                 “O leitor precisa de leituras fáceis de serem digeridas.”

Além do genial questionamento à toda classe jornalística, Eco traz outras questões que podem passar despercebidas caso não se preste muita atenção. Pelo fato de ser mulher, sempre me atento na construção das personagens femininas. A Maia, única redatora mulher do suposto Jornal, nunca tem suas ideias aceitas no grupo. Seus colegas de trabalho a desqualificam, tratando-a como louca ou como se seus apontamentos de nada valessem. Maia é uma mulher inteligente e forte, porém, nunca ouvida, retratando o machismo existente não somente na imprensa, como na sociedade como um todo.

Além dos apontamentos já falados, Eco traz uma crítica à expulsão de pessoas de seu local de origem para dar lugar à pessoas ricas, um processo chamado de gentrificação. A transformação do espaço, com posterior expulsão dos moradores locais, o que caracteriza uma crítica à especulação imobiliária, que, no caso do romance, ocorreu em Milão.


Por todos os motivos citados, Número Zero é uma obra que vale a pena ser lida, compartilhada, divulgada e refletida. Configura-se num clássico da literatura de nossos tempos.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Do jeito que o diabo gosta

Resenha
Livro: Do jeito que o diabo gosta
Autor: Lodir Negrini

Um ex astro do rock na casa dos quarenta anos faz um pacto com o Diabo para recuperar seus dias de glória. Essa é a premissa do livro Do jeito que o Diabo Gosta. O artista em questão se chama Alex Britto. Alex Britto tem várias vantagens ao assinar o contrato que valida o pacto, mas também precisa cumprir muitas exigências. Vale destacar aqui:  as exigências do contrato. O autor trabalha com mitos do imaginário popular nessa parte do livro que me renderam muitas risadas, como por exemplo o cantor ter que colocar mensagens subliminares na sua música que só podem ser entendidas quando a música é tocada de trás pra frente.
Alex é um personagem não muito carismático. Não foi fácil para mim gostar de Alex Britto. Um cantor de rock que parece não ter crescido muito desde a época que possuía uma banda, quando era mais jovem, até os dias atuais. Um tanto quanto machista, tratando as mulheres e todos ao seu redor como objetos que servem meramente ao seu bel prazer. Mas acredito que essa tenha sido realmente a intenção do autor. Recheado de humor ácido, o livro ironiza a vida de subcelebridades, o quando as pessoas estão desesperadas para se tornarem famosas nos dias atuais e o que estão dispostas a fazer por isso.
O livro critica a indústria musical e nisso ele é muito eficiente. Fica fácil para o leitor perceber que, na maior parte das vezes, para um artista fazer sucesso, ele tem que cantar músicas que não o agrada e nem fazem parte da essência dele. Conseguimos perceber a trama de relações que há por trás do mundo do glamour e do sucesso. Hoje em dia, temos a ascensão de muitos artistas independentes, que por conta disso, conseguem driblar em grande parte essa exigência de pouca qualidade e muita “grudabilidade” das gravadoras para com suas músicas. A obra traz uma crítica ainda às pessoas que misturam política com religião, salientando que essa mistura nunca dá certo.

Um livro curto e sucinto, leve, perfeito para quem quer se divertir e de quebra refletir sobre as questões citadas acima. Recomendo.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Ventos do Apocalipse


Resenha
Livro: Ventos do Apocalipse
Autora: Paulina Chiziane

O segundo romance da Paulina, publicado em 1975 retrata o sofrimento do povo de Moçambique durante a Guerra Civil , que ocorreu logo após a Independência de Moçambique. O livro começa com histórias sendo contadas ao redor de uma fogueira. Essa contação de histórias inicial já serve para nos  habituar ao clima da obra. As histórias contadas no início possuem os seguintes títulos: O marido cruel, Mata que amanhã faremos outro A ambição de Massupai. A temática desses contos será trabalhada ao longo da obra, que retoma esses temas de maneira extremamente detalhada.
O livro é dividido nesse cenários das histórias sendo contadas ao redor da fogueira, em Parte I e Parte II. A parte I consiste em abordar a história de dois personagens: Sianga e sua esposa Minosse. A parte II consiste em retratar a jornada de um povo expulso pela guerra do seu local de origem até chegar em um outro lugar para refazer sua vida.
A narrativa é muito contundente e envolvente, mostrando como um povo que anteriormente vivia da terra, tinha prosperidade, se tornou um povo massacrado, excluído. Dói na alma ler certas passagens do livro, como esse trecho que coloco abaixo:
“O sofrimento é milenar na história do homem negro e este jamais se conformou.”
É exatamente o que o livro tenta retratar e o faz com muita precisão. O sofrimento do povo negro, que ocorre há séculos e continua a ocorrer até os dias de hoje.
A obra também traz a tona a maneira como as mulheres eram tratadas(e ainda o são) pela sociedade. Se o homem sofria, a mulher sofria dez vezes mais, pois ela era considerada propriedade do marido que a comprava. O homem, nessa sociedade, pode ter relações polígamas.  O livro aborda o sofrimento das mulheres nesse tipo de relação naquele contexto.
Porém, em meio à tantas mazelas e tanto sofrimento, podemos perceber a solidariedade que existe entre as classes mais pobres. Mesmo com tão pouco, dividindo o que tem entre si, repartindo:
“ O fardo da vida torna-se leve quando a humanidade reside no coração de cada homem, quando a fraternidade atinge o universo ultrapassando as barreiras do sangue.”

O livro também fala das ajudas humanitárias que os moçambicanos receberam durante a guerra, principalmente dos europeus. Ao mesmo tempo que os europeus os ajudavam , eles os colonizavam, tiravam a cultura dos nativos e isso é muito bem abordado durante toda a trama, como podemos perceber pelo trecho abaixo:
“Hoje, gente oriunda das antigas potências colonizadoras diz que dá a sua mão desinteressada para ajudar os que sofrem. É preciso acreditar na mudança dos homens, eles sabem disso, mas a sabedoria popular ensina que filho de peixe é peixe e filho de cobra cobra é. Toda a gente sabe que, neste mundo cruel, ninguém dá nada em troca de nada.”

O livro aborda também a resistência que os moçambicanos tentam fazer à entrada de cultura estrangeira, a luta pelo direito de cultivar os seus deuses nativos.

Uma obra que trata de assuntos muito pertinentes e nos faz refletir sobre o sofrimento, sobre solidariedade, sobre feminismo. Vale a pena ler e mergulhar no universo desse livro.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O homem que amava os cachorros

Resenha
Título: O homem que amava os cachorros
Autor: Leonardo Padura
Editora: Boitempo Editorial
Ano de lançamento: 2013

Pensei muito sobre como começar a falar sobre O homem que amava os cachorros. Fazia tempo que eu não lia uma obra que me envolvia da maneira como essa me envolveu.
O livro conta a história de três pessoas. É narrado em 2004, por um homem frustado em seu desejo de escrever, um cubano que trabalha na edição de uma revista veterinária chamado Iván. A partir do encontro de Iván com um enigmático senhor que andava na praia com seus cachorros, a quem Iván apelida de homem que amava os cachorros, a história começa a se desenrolar.
Misturando ficção e realidade, a obra conta a história de três vidas que se cruzam: os últimos anos de vida de Leon Trostky, o revolucionário russo, e seu assassinato; conta e humaniza a história de vida e a trajetória que levou Ramón Mercader(ou seria Jaques Mornard? Ou soldado 13?), o assassino de Trostky, a realizar aquele ato; e conta a história do narrador Iván.
O livro é uma obra prima, pois cumpre o papel da literatura, nos faz viajar e entrar na mente dos protagonistas do livro e nos faz sentir na pele deles, agindo como eles. Longe de apresentar uma visão maniqueísta de mundo, nos mostra que todos na vida(ou a maior parte) possuem características boas e ruins , nada é somente preto no branco, oito ou oitenta.
A história possui diálogos envolventes, descrições minuciosas das cenas, o que nos transporta diretamente para a situação descrita. A vida dos três personagens principais, que poderiam não estar ligadas entre si, acabam formando um paralelo, pois, entre muitas outras características semelhantes, o amor pelos cachorros os une. Não existe na realidade um homem que amava os cachorros, mas três homens que amavam os cachorros.
Utilizando-se de metáforas que transcendem o tempo, o texto é muito bem construído e dotado de sentidos. Para quem quer aprender mais sobre a história da URSS, de Cuba vale a pena ler. Da verdadeira história, rompendo com o que a grande mídia mostra/mostrou/mostrará acerca disso Uma grande história, contada por um grande autor. Uma verdadeira obra prima latino-americana. Vale muito a pena todas as 600 páginas lidas nesse livro.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

30 e poucos anos e uma máquina do tempo


Livro: 30 e poucos anos e uma máquina do tempo
Autora: Mo Daviau
Ano de publicação: 2017
O livro conta a história de Karl Bender, um ex guitarrista que possuía uma banda chamada Axis quando era mais jovem e no momento presente do livro é dono de um bar, o Ditactor´s Club. Karl é uma pessoa solitária, de poucos amigos, dedicando sua vida à gerenciar seu bar. Até que conhece Wayne DeMint, um cientista da computação que se torna seu melhor amigo.
Os dois descobrem que Karl possui um buraco de minhoca dentro do seu armário, que passa a ser controlado por um sistema instalado no computador do Karl  e começam a ganhar dinheiro com essa anomalia espaço-temporal, de uma maneira inusitada: passam a enviar pessoas para assistir shows no passado.
Tudo vai bem, até que Wayne decide voltar até o ano de 1980 para tentar impedir o assassinato de John Lennon, contrariando a regra de não interferir no passado. Só que ocorre um erro: na hora de digitar o ano de 1980 no computador, Karl acidentalmente envia seu amigo para o ano de 980. Para consertar isso, Karl busca ajuda de uma astrofísica, que é a personagem , na minha visão, mais interessante da história: Lena Geduldig.
A partir desse encontro, passado, presente e futuro se mesclam nessa história, que me fez lembrar muito o filme De volta para o Futuro, tendo até mesmo cenas do livro que fazem referência direta ao filme. Em meio à todas essas viagens no tempo, regadas com uma ótima trilha sonora musical, que perpassa pela maior parte das décadas do século XX, surgem discussões maravilhosas sobre o sentido da vida, nossa insatisfação com o presente, nossa ânsia, enquanto ser humano em descobrir o futuro e mudar o passado.
Em meio à tudo isso, a personagem da Lena traz discussões muito importantes e pertinentes sobre ciência, machismo, estupro, abuso físico e emocional e discriminação da mulher na ciência, conforme podemos observar no trecho abaixo:
“Eles acreditam nele por que estudou na Caltech e tem um pênis”
Nesse trecho ela se refere a um colega que tenta roubar sua pesquisa, e os professores da faculdade acreditam nele, por ser homem e ter mais credibilidade perante à sociedade.  Essa personagem ainda traz discussões interessantes sobre gordofobia e discriminação na nossa sociedade:
“Ser ao mesmo tempo gorda e inteligente, e também mulher, é algo desencorajado em nossa cultura.”
Esse livro me fez refletir muito sobre o fato de nós, seres humanos, não estarmos nunca satisfeitos com nada que ocorra em nossa vida. Fecho essa resenha com uma frase que me marcou, dita por uma personagem criança, o que evidencia a tristeza, melancolia humana, ou melhor, a insatisfação que somos levados a ter quando nos tornamos adultos:
“Todos os adultos são tristes.”


Será mesmo?

domingo, 11 de junho de 2017

O amor nos tempos do cólera


Livro: O amor nos Tempos do Cólera
Autor: Gabriel Garcia Marquéz
Ano da primeira publicação: 1985




Começo essa resenha com um trecho do livro que muito me chamou a atenção, logo no início da narrativa. A alusão às amêndoas vai ser trabalhada durante toda a obra, em diferentes momentos e com múltiplos significados.O amor nos Tempos de Cólera é um livro do Gabriel Garcia Marquéz, considerado uma das obras primas da literatura. Narra a história de três personagens principais: Juvenal Urbino, Fermina Daza e Florentizo Ariza. O livro não segue uma ordem cronológica, mesclando histórias do passado com histórias que estão ocorrendo no presente. É uma poesia em forma de prosa.

Florentino Ariza era um funcionário do telégrafo que, indo entregar certo dia uma carta na casa do pai de Fermina Darza, Lorenzo Daza, se apaixona perdidamente pela mocinha que costurava e ensinava uma adulta a costurar com ar de professora. Desse momento em diante os dois passam a se corresponder com cartas. O pai descobre o namorico e proíbe sua filha de ver Florentino Ariza, mandando Fermina para uma “viagem de esquecimento”. Quando Fermina retorna à casa, se dá conta da ilusão amorosa que vivenciou com Florentino e rompe com ele. Nesse tempo, o pai de Fermina insiste para que ela se case com um médico respeitável da cidade, doutor Juvenal Urbino. Percebe-se que Fermina não morre de amores pelo doutor, mas se casa, levada pela vontade do pai e desiludida do amor depois do namorico com Florentino.

Fermina vive uma vida plena e feliz ao lado do marido que aprendeu a amar e conviver. Florentino, pelo contrário, vive amores carnais, envolvendo somente o corpo e nunca a alma, sempre à espera do dia que Florentina iria viver com ele. Se mantém “virgem” para ela, não no sentido físico, mas no sentido de nunca ter amado alguém para se conservar para ela. Logo depois, vemos os tempos atuais da vida desses personagens. O livro se passa nesses três tempos cronológicos: passado muito distante, da juventude dos personagens; vida adulta e velhice.

Não descreverei mais a história para não acabar com as surpresas do caminho, mas além do livro descrever um amor infantil da juventude, nos mostra como se dá o amor na velhice, por muitos considerado “indecente”, um amor dos tempos de cólera, no meu entendimento, não apenas o amor vivido por Fermina e Doutor Juvenal nos tempos da cólera (doença), como também o amor da velhice, vivido nos tempos da cólera, da irritação, como podemos observar no trecho abaixo:

“Pois tinham vividos juntos o suficiente para perceber que o amor era o amor em qualquer tempo e em qualquer parte, mas tanto mais denso ficava mais perto da morte”

Um livro que possui descrições bem detalhadas. Por vezes, achei que começaria a sentir o cheiro das amêndoas amargas ou a brisa do rio no rosto. Personagens muito bem construídos. Não é um livro com muitos diálogos, por isso algumas pessoas podem estranhar no começo, mas deixem-se levar pela narrativa. Não possui grandes acontecimentos, apenas narra a história de três pessoas, suas vidas, seus desgostos, suas limitações. Nos faz refletir sobre a vida, sobre a morte, sobre o conceito de amor, sobre tudo e sobre nada. Para quem quiser ler uma poesia em forma de prosa e se deliciar com cada detalhe da leitura, recomendo fortemente. Encerro a resenha com essa frase, que vem quase no final do livro, que me fez pensar novamente no significado da vida:


“É a vida, mais que a morte, a que não tem limites”

2001- Uma odisseia no espaço

                                                               Resenha   Livro: 2001- Uma odisseia no espaço   Autor: Arthur ...